quarta-feira, 31 de março de 2010

10 coisas sobre Tamis

1. Sente dificuldade em dizer 'não'.
2. Sempre imagina uma trilha sonora para cada momento.
3. Gosta de guardar coisas dentro de uma caixa que fica no fundo do armário.
4. Sempre assiste filmes em francês.
5. Dorme a maior parte do tempo mesmo de olhos abertos.
6. Já planejou sua vida até os 63 anos.
7. Tem um cachorro de pelúcia chamado Frederico Afonso Rodrigues Bezerra Albuquerque de Souza.
8. Apaixonada por casas antigas.
9. Tem dificuldade em lidar com certos sentimentos.
10. É uma panela de pressão.

quarta-feira, 24 de março de 2010


Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz. - Tom Jobim

terça-feira, 23 de março de 2010

Hoje eu queria vir aqui e vomitar cada palavra engasgada na minha garganta, cuspir cada palavrinha guardada a sete chaves. Resmungar, resmungar e resmungar... uns minutos depois e um texto de fúria sendo apagado, pensei melhor e cheguei a conclusão que isso não mudaria nada. A dor vai continuar aqui. As perguntas vão continuar martelando a minha cabeça. O mundo vai continuar essa coisa podre. Que seja o que Deus quiser.

sexta-feira, 19 de março de 2010

A capacidade de esquecer é o que existe de mais precioso sobre a face da terra, sob as nossas faces. Amar é indubitavelmente mais magnânimo, mas não é tão essencial quanto o esquecimento: é ele que nos mantém vivos. O amor torna a paisagem mais bonita, mas é o bálsamo curativo do esquecimento que nos faz ter vontade de abrir os olhos para vê-la. A paixão empresta um sentido quase mítico aos dias, mas é esquecer da excruciante tristeza perante a morte dela que nos torna aptos para nos encantarmos novamente dali a pouco. Já esqueci amores inesquecíveis e sobrevivi a paixões que, tinha convicção, me aniquilariam se terminassem. Às vezes cruzo na rua com fantasmas que já foram muito vivos na minha história e não deixo de sentir uma certa melancolia por perceber que aquele rosto um dia pleno de significado se tornou tão relevante quanto um outdoor de pasta de dente. Algumas pessoas são apagadas da memória como filmes desimportantes. Sem maldade ou intenção; apenas desaparecem. Mas é mesmo impossível nos lembrar de todos os que passaram por nós: gente demais, espaço de menos. Da mesma forma que minha história está repleta de coadjuvantes e figurantes que, irrefletidamente, se auto-proclamavam protagonistas, eu devo ser a personagem cômica da história de alguém. Ninguém se esquiva da experiência constrangedora de bancar o bobo da corte no reino de outro. É ruim notar que não dizemos praticamente nada para quem importou tanto. Na verdade, não é fácil encarar que não somos insubstituíveis e que nossa saída displicente abre uma possibilidade de entrada tão desejada por outros. Mas só nos desenroscamos e seguimos nosso rumo natural, em frente, quando eliminamos alguns seres que, caso contrário, nos prenderiam aos emaranhados de recordações. "Há pessoas que ficam doendo com a lembrança de outra pessoa, entra ano, sai ano, virando e revirando o caleidoscópio, olhando como caem e de dispõe as cores e os cristais do sofrimento" (Paulo Mendes Campos). O passado deve ser mantido no lugar dele e não trazido nas costas feito mochila de viajante, lotado com os erros cometidos e alegrias jamais revividas. Para ser feliz é necessário pouca coisa além se livrar do excesso de carga e esquecer as coisas certas. É útil também jamais perder de vista um detalhe, afixá-lo no espelho do banheiro, repetir como um mantra: absolutamente nada é pra sempre, nem sentimentos que parecem ser. Nunca mais haverá amor como aquele? Ótimo, porque o novo é tão imenso que seria um desperdício se algo se repetisse. Todo mundo passa. E é bom que seja assim...

terça-feira, 16 de março de 2010

Agressão verbal

Ela: "Seu babaca escroto, animal, filho da puta, ladrão, salafrário, viciado, preguiçoso, broxa, vagabundo, corrupto, pão duro, mau-caráter, sanguessuga, imbecil, cachaceiro, mulherengo, idiota, bêbado, burro, inútil, você é um resto de merda que não serve pra porra nenhuma, seu maldito desgraçado imprestável do inferno."

Ele: "Gorda!"

quinta-feira, 11 de março de 2010

@naoehamor

O amor não faz a gente perder a cabeça. O nome disso é guilhotina. O amor é outra coisa.
O amor não é aquilo que entra no coração quando você menos espera. Isso é bala perdida. O amor é outra coisa.
O amor não tira suas defesas. O nome disso é HIV. O amor é outra coisa.
O amor não faz você dar suspiros. O nome disso é dia de Cosme e Damião. O amor é outra coisa.
O amor não faz você esquecer dos problemas que te afligem. O nome disso é mal de Alzheimer. O amor é outra coisa.
O amor não renova suas energias e cura seus males. O nome disso é Cogumelo do Sol. O amor é outra coisa.
O amor não faz você sentir-se especial. O nome disso é deficiência física. O amor é outra coisa.
O amor não deixa suas pernas bambas, nem sua mão úmida e fria. O nome disso é uísque "on-the-rocks". O amor é outra coisa.
O amor não traça o seu destino. O nome disso é GPS. O amor é outra coisa.
O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa.
O amor não te surpreende com declarações apaixonadas no meio da madrugada. O nome disso é embriaguez. O amor é outra coisa.
O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa à mercê da vontade alheia. O nome disso é Boa Noite Cinderela. O amor é outra coisa.

terça-feira, 9 de março de 2010

Silence is dry; sound is wet. Volume is the mass of sound. In silence you can hear people think, but only when their bodies stop making noises. But who cares what people think? The noises their bodies make are more interesting anyway. Listen to your body. Talk to plants. Ignore people.