sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vamos falar de amor e sexo?

O que raios é amor? Sempre achei essa expressão coisa de menina virgem do interior ansiosa por uma fusão romântica-orgásmica-amorosa-eterna. E, inevitavelmente a pobrezinha passaria o resto da vida amuada, copulando com um cara muito mais interessado no campeonato de futebol do que em fazê-la gozar. Ou feliz. Nunca acreditei nessa história de demonstrar todo o sentimento que vai por dentro através da união mágica do corpos. Acho um saco sem fim filmes românticos em que o casal enamorado transa a luz trepidante de velas, inebriado pela brisa, sussurra palavras de devoção eterna ao pé do ouvido e, ao final, repousa nos braços um do outro sem uma gota de suor e com todos os pêlos no lugar. Ah por favor né! Sexo é aquela coisa irracional, animal. Porque, naquele momento, você se esquece. Perde-se. Une-se ao outro e, somados viram uma energia, gozo, loucura temporária. É incrível porque é insano. E havendo tesão (e quase sempre um pouco de álcool), pode ser muito bom mesmo sem maiores aprofundamentos emocionais. Só sei que amor não se faz. Amor se sente. Amor se dá, se doa. A materialização dele pode ser carinho, por ser cafuné. Pode ser sexo. Hoje sei que existe uma diferença colossal entre trepar e transar com quem se ama - o primeiro é uma atividade aeróbica. O segundo, uma harmoniosa fusão do corpo com o coração. É ter prazer em provocar prazer. É importar-se com as pequenas reações do outro, é catalogar mentalmente tudo o que causa arrepio, gemidos. É ficar feliz em sentir a pele, em encaixar as curvas, em respirar perto do pescoço. Pra mim fazer amor é muito mais que um jeito meiguinho e politicamente correto de se referir ao sexo. Pra mim fazer amor é estar com quem se deseja profundamente do jeito que se gosta, sem moralismos, com risos. É entregar-se a viver o dia-a-dia. Sendo assim quero mais é fazer amor o resto da minha vida.

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