segunda-feira, 16 de novembro de 2009

No sonho, ela sentiu muita vontade de dar beijo na boca. Era vestígio do álcool e de suas pulsões internas - porque a bebida deixa todo mundo mais assanhado mesmo e não ter que podar os desejos fazia a menina se sentir enormemente viva, como precisava. Então dançou como há muito não fazia, de olhos fechados, batendo os pés no ritmo das estocadas nos ouvidos, sem passo certo, até a perna doer. Rindo e se divertindo a la cenas cinematográficas, daqui e dali dava uns beijos em boca de mulher e de homem, misturados entre gargalhadas loucas e novos pulos. E goles de vinho. E brincadeiras descompromissadas. E inveja alheia. A energia que se fez despertar, que não veio do outro, mas fluindo dela para ela mesma, quase incomodou o sono, apesar de ser sonho. Quando o olho abriu, ela pegou rápido o telefone e contou baixinho as estripulias da viagem noturna. O prazer não era de sexo, não era isso. O prazer era do novo, do livre, do amor que permite.

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