quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Pesamento
Andei pensando e acho que faz sentido: tudo aquilo que você quer que aconteça com você, está no exato momento acontecendo com alguém, bem distante de você.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Ontem fui dormir negando a mim mesma que isso era realidade. Tentei esquecer da partida e agi da forma mas natural possível. O relógio despertou pela manhã e eu não queria abrir os olhos, mas nem sempre querer é poder. O silêncio estava corroendo os meus ossos, mas não havia o que dizer. Tentei ser forte até onde pude. Quando entrei no carro e percebi que ela iria realmente embora, o desespero veio me dando um tapa sem mão. E então ela se foi... minha irmã, melhor amiga, mãe, alma gêmea, cúmplice ... muitas em uma só. Eu sei que em breve irei vê-la e que esse sentimento de irmandade não irá desaparecer. Mas é inevitável esse sentimento de dor, de perda. Não sei explicar. E não existe, palavra alguma que possa me confortar, porque ela se foi levando uma parte de mim...
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Tem uma palavra que me intriga muito. Quer dizer, tem várias palavras que me intrigam nesta vida, além de pessoas, equações e coisas em geral, mas, enfim, o foco aqui é essa palavra. O problema é maneira como é usada. Por isso sem querer dar uma de linguistica nem nada, gostaria de expor dois jeitos loucos de empregar o termo, tan tan tan taaaaan : "sinceridade". Tá isso foi tosco, então o primeiro sentido você já deve ter imaginado: sinceridade como sinônimo de "Falo o que quero, mesmo que isso magoe o mundo." Sabe aquela amiga que, quando você pergunta se o seu corte de cabelo está bom, fala que foi a pior coisa que você fez na sua existência depois de ter namorado aquele cara galinha que te deixou na rua da margura? Pois é. Sinceridade é uma coisa, falta de tato com as pessoas e outra. Bom, vamos ao segundo uso louco do termo, que é mais complexo do que o primeiro: usar sinceridade no sentido de "Estou com um problema que é meu, mas vou diminuir minha culpa causando dor de cabeça em outra pessoa". Digamos que você tenha pisado na bola com o seu namorado. Você deu em cima do seu amigo, não rolou nada, mas você se arrependeu e... em vez de deixar pra lá e resolver não fazer mais isso, você conta para o seu amor. Aí ele tem dor de cabeça e de barriga o fds inteiro, mas, beleza: você se sente uma pessoa linda e... sincera. Tudo bem, admito que essa segunda situação é BEM mais complicada do que a primeira e envolve muitos problemas. O maior deles é que agente é legal e não quer se manchar com mentiras. O ponto é que, às vezes achando que vale tudo pela sinceridade, podemos magoar os outros e nós mesmas. O que proponho é bem simples: da próxima vez que for sincera, pense se a qualidade que você está usando é essa mesmo ou se é uma desculpa para os usos mencionados. Seja sincera com você mesma. (Certo esse final foi previsível, mas você entendeu.)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Tristeza gostosinha
Ficar triste é ruim. Ficar feliz é bom. A gente aprendeu isso há tanto tempo que fica até meio estranho discordar. São verdades tão verdadeiras quanto dizer que chocolate é gostoso. Amo ficar alegre e acho tenso me chatear com alguma coisa. Até aí, tudo bem. Mas onde entra aquela tristeza gostosinha, que às vezes invade a gente? Se você vai terminar seu namoro, sabe que, até se sentir bem de novo, vai ter que aguentar a dor. Se você se decepcionou com alguém, depois vai acabar vendo como aprendeu com aquela situação, por mais que tenha sofrido na hora. Ninguém escapa de ficar triste às vezes e, se alguém diz que nunca fica triste com nada, esse alguém está mentindo. Ou que é bobo, mesmo. Porque como vamos crescer, mudar e amadurecer sem passar de vez em quando por aqueles momentos-bola? Chamo de momentos-bola aqueles em que agente sente que tem uma bola aqui dentro, que sobre e desce, apertando ora nossa garganta, ora nosso coração. É um saco, é triste, mas, quando passa, a gente vê como foi bom. Ou não né? Mas enfim, meu ponto aqui, é aquela tristeza gostosinha, sabe. Aquela que, de longe, se você olhar com certo distanciamento, parece até alegria. Uma vez, quando um namoro meu acabou, fiquei muito mal. Muito mesmo. Não era uma bola que tinha dentro de mim, mas o globo terrestre inteiro. Bom. Um dia, no meio dessa tristeza toda, fui preparar macarrão. E aí, pela terceira garfada, comecei a chorar. Só que no meio do choro, olhei para essa cena, como se eu estivesse olhando de fora, sabe. Como um filme. E pensei: "Credo, eu estou comendo macarrão e chorando." E acabei dando um sorrisinho. Um sorriso triste, claro, mas um sorrisinho. É isso que estou querendo dizer com tristeza gostosinha. Às vezes, vivemos tão no automático que esquecemos como somos vilneráveis à vida, E é tão legal ser vulnerável. Nessa hora, não importam aqueles quentionamentos sobre Deus, vida após a morte e coisas assim. No monento da tristeza tudo faz sentido. Porque naquele momento, nos importamos muito com alguma coisa. Nos importamos a ponto de... chorar comendo macarrão.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Estranhos
Duas vidas que se esbarram sem a menor idéia do que pode acontecer... duas almas distintas apenas com uma coisa em comum, elas mesmas. É incrível esse gostar instantâneo. Em um olhar, em uma fração de segundos tudo acontece, assim derrepente... sem querer querendo. Somos simplesmente estranhos. Por vezes troquei o L pelo F, sem ao menos saber qual era o certo e você me corrigia, mas naquela hora nada disso importava pra mim. Aquele instante, aquele gostar inesperado que era importante... e empolgante. Agora não nos resta nada, a não ser a vaga lembrança do que aconteceu e isso é bom, uma coisa sem delongas. Isso sim, me agrada.
domingo, 6 de dezembro de 2009
O que passou, passou. Não vai voltar, insistir só vai trazer mas dor. Por isso, te desejo toda sorte e felicidade do mundo... que aconteça uma coisa bem bonita pra você. Te desejo uma fé enorme em qualquer coisa, não importa o que seja. Me deseje bem, me deseje uma coisa qualquer maravilhosa, que nos faça voltar a acreditar nas pessoas, que leve pra longe esse gosto de fracasso que insiste em continuar amargando as nossas vidas. Não tem jeito companheiro, nos perdermos na estrada da vida, sem um mapa, onde ninguém da mais carona e a noite já bate a porta ...
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