Tem uma palavra que me intriga muito. Quer dizer, tem várias palavras que me intrigam nesta vida, além de pessoas, equações e coisas em geral, mas, enfim, o foco aqui é essa palavra. O problema é maneira como é usada. Por isso sem querer dar uma de linguistica nem nada, gostaria de expor dois jeitos loucos de empregar o termo, tan tan tan taaaaan : "sinceridade". Tá isso foi tosco, então o primeiro sentido você já deve ter imaginado: sinceridade como sinônimo de "Falo o que quero, mesmo que isso magoe o mundo." Sabe aquela amiga que, quando você pergunta se o seu corte de cabelo está bom, fala que foi a pior coisa que você fez na sua existência depois de ter namorado aquele cara galinha que te deixou na rua da margura? Pois é. Sinceridade é uma coisa, falta de tato com as pessoas e outra. Bom, vamos ao segundo uso louco do termo, que é mais complexo do que o primeiro: usar sinceridade no sentido de "Estou com um problema que é meu, mas vou diminuir minha culpa causando dor de cabeça em outra pessoa". Digamos que você tenha pisado na bola com o seu namorado. Você deu em cima do seu amigo, não rolou nada, mas você se arrependeu e... em vez de deixar pra lá e resolver não fazer mais isso, você conta para o seu amor. Aí ele tem dor de cabeça e de barriga o fds inteiro, mas, beleza: você se sente uma pessoa linda e... sincera. Tudo bem, admito que essa segunda situação é BEM mais complicada do que a primeira e envolve muitos problemas. O maior deles é que agente é legal e não quer se manchar com mentiras. O ponto é que, às vezes achando que vale tudo pela sinceridade, podemos magoar os outros e nós mesmas. O que proponho é bem simples: da próxima vez que for sincera, pense se a qualidade que você está usando é essa mesmo ou se é uma desculpa para os usos mencionados. Seja sincera com você mesma. (Certo esse final foi previsível, mas você entendeu.)
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